Na Correria


Dia de Ragga



 

 

Foto 1: Junior e Dinho, por André Nascimento.

Foto 2: Juninho e Dada, por José Junior.

Foto 3: Jairo Cliff e Cosme, por José Junior. 

Hoje parte da banda chegou atrasada no estúdio por causa do trânsito e tmb devido a entrega das camisas do bloco, q tiveram q ser apanhadas na confecção para a apresentação de domingo.

Sempre, quando iniciamos o trabalho do dia, passamos o q foi feito no dia anterior e depois iniciamos o cronograma das músicas pendentes ou as q devem ser criadas. Demos um novo acabamento para uma base criada em Araras (quando ficamos um tempo em "retiro musical"). Depois caimos de cabeça numa múica q sempre fazemos nas passagens de som. Ficamos o sábado inteiro nela. Na programação tinham outras músicas, mas acabou não acontecendo. Pelo menos depois de meses investindo nessa música (prefiro ainda não dizer o nome) chegamos num arranjo q acreditamos ser definitivo. Eu ainda ia dar uma rascunhada numa letra, mas estou lendo um livro q estou a fim de terminar até a próxima quarta. O livro é o Guia de Produção Cultural 2004, do Edson Natale e da Cristiane Olivieri. Na próxima sexta, embarco pra Londres e quero iniciar uma nova leitura no avião.



Escrito por Junior às 23h14
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Nostalgia



 

Fotos: Foto 1, Wendel, que também é do Criança Legal, e filho da Rosemary,

Agente de Projeto em VG, coordenadora da Abanã e integrante do Bloco,

por José Junior.

Foto 2: A galera mandando ver em VG, por José Junior.

Foto 3: Camisa do Bloco, por José Junior.

 

Ontem o clima foi todo em cima da expectativa da saída do nosso bloco. Além do Altair tmb estavam envolvidos: Anderson, Cosme, Dada, Dinho, Jairo e o Juninho. A cena de ontem muito me lembrou o arrastão feito pelo bloco afro Tafaraogi em 1994, quando implantamos a oficina de percussão em Vigário. A importância dessa saída do bloco tem uma relação direta com o momento q a comunidade esta vivendo: O "pós-guerra" e "a volta pra casa". Muitos moradores abandonaram as suas residência no mês de outubro por causa da invasão. O mais importante  é gerar o máximo de qualidade nas nossas ações sociais, culturais, educativas e artísticas. Acredito q o dia de trabalho hoje (mesmo em pleno carnaval) vai ser de comemoração. Ontem, o nosso amigo Jan Teophilo, da Coluna Gente Boa, publicou q eu fundei o bloco. Na verdade, tive a idéia, mas o mérito e a execução foi toda do Altair. Foi ele quem articulou tudo e tomou a frente criando, produzindo e mobilizando as pessoas. Quando eu voltar do estúdio, lá para as 22 hrs, eu tento escrever + alguma coisa.



Escrito por Junior às 10h45
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Maravilha de Carnaval



Mantendo a correria: Enquanto a rapaziada tá trabalhando algumas músicas inéditas, eu resolvi alimentar o meu amigo de informações. O nosso carnaval será aqui dentro do estúdio numa programação bem bacana das 10:00 às 22:00. A trupe tá curtindo. Pelo menos até ontem estavam e acredito q até às 21 hrs da quarta-feira de cinzas vão continuar. Quem desfalcou a trupe hoje foi o Altair q esta cuidando dos preparativos do bloco do qual ele é o coordenador. Como o clima em Vigário Geral anda meio tenso, acreditamos q o bloco poderá trazer momentos de alegria e diversão pelas ruas. Vigário não é uma comunidade com grande tradição de carnaval.

O estúdio aonde estamos é do Gil e o lugar é maravilhoso. Tem uma parede de vidro q dá de frente para um visual maravilhoso. As tensões passam batidas e são deletadas com a maior facilidade.

Bloco do Afro Reggae fazendo um arrastão em

VG, dia 21 de janeiro de 2005, em comemoração

aos 12 anos do GCAR, por Ierê Ferreira.



Escrito por Junior às 13h12
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Her(Manu) Chao



Foto: Manu Chao e Anderson Sá (Ando) no estúdio

 "Nas Nuvens". Foto: Ierê Ferreira.

 



Escrito por Junior às 10h47
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Galera reunida...



 

Liminha, Manu Chao, José Junior e

Banda AfroReggae no estúdio "Nas Nuvens (RJ). 



Escrito por Junior às 10h39
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Parcerias...



Depois do Criança Esperança o namoro Legey-Liminha e AfroReggae deu numa relação + profunda. Liminha topou produzir o novo CD da banda. Partimos para uma parceria com a Gege Produções para cuidar da produção, captação e edição das músicas e sempre q rolava um tempo baixávamos no Nas Nuvens (estúdio). Convidamos o Mautner e o Jacobina para uma parceria na música "Benedito". E partimos para a concretização de um sonho: ter a participação do Manu Chao no disco. Chao já era íntimo da galera desde 1998. Quando estávamos em turnê na Europa, não parávamos de ouvir Clandestino. Essa música ainda não esta totalmente formatada + já garantimos a participação do Chao (graças a Ana Almeida). Aproveito pra dizer o quanto sinto orgulho dos caras da banda. Falei um pouco do Jairo + todos são seres especiais, Anderson, Altair, Cosme, Dada, Dinho, DJ Magic, Joel, Juninho LG. A minha hora tá chegando e tenho q ir pro estúdio. De hoje até quarta-feira de cinzas estaremos passando o carnaval compondo e revendo o repertório. Infelizmente não teremos a presença do nosso produtor q estará em Salvador tocando no trio puxado pelo Falcão e trabalhando muito, + muito mesmo ! Liminhas a parte, vou tentar me conectar no estúdio de vez em quando e escrever um pouco +.



Escrito por Junior às 22h52
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O Começo de Tudo...



AfroReggae, Aloisio Legey e José Junior no palco

do Criança Esperança, no Ibirapuera (SP), por

Ierê Ferreira.

Chegou o momento de dar vida pra esse blog. Pensei muito se deveria produzir um diário dessa nossa experiência e deixá-lo público. Mas diante da quantidade de e-mails q chegam perguntando sobre o novo disco e a possibilidade de compartilhar essa experiência, resolvi startar esse processo. Estou contando com a ajuda da Chris Keller, coordenadora de comunicação do GCAR. Pra quem não sabe, GCAR é a sigla do Grupo Cultural Afro Reggae. Ela talvez seja a minha principal incentivadora. Evitarei dar uma cara pra esse blog institucional. Prometo me esforçar pra falar somente do CD da banda AfroReggae, de shows, turnês e detalhes dessa empreitada. Estamos vivendo um grande momento profissional e pessoal. Na banda tenho um cargo amplo, faço o papel de empresário, produtor, diretor artístico do espetáculo, compositor... Só não entro em cena. Ou melhor, entro quando tem algum problema ou quando necessita de uma "voz mais institucional". Tenho o maior orgulho de conviver e trabalhar com algumas pessoas q eu vi criança, outros q quase tiveram suas vidas perdidas e outros q passaram a ser referências pra mim. Ter um cara como o Jairo Cliff na banda me recorda o meu início no Afro Reggae Noticias - primeiro projeto do GCAR em 1993. Jairo era da banda Lord Maracanã e eu ia em vários shows como fã. São muitos os processos da produção desse CD. Tem hora q acelera, tem hora q diminui, quando parece estacionar vem uma motivação, não sei de onde, q muda tudo. O CD ainda não tem nome, não tem uma forma definida + tá rolando. Vamos lá pro início de tudo. O primeiro grande passo foi a decisão institucional do Grupo Cultural Afro Reggae em romper amigavelmente o contrato com a Universal Music. Quero deixar claro q independente do primeiro disco não ter atingindo as expectativas esperadas por nós e tmb por eles, sempre fomos respeitados e o caixa de comunicação nunca deu ocupado. Não tivemos problemas nem na hora de entrar, nem na hora de partir. Posso afirmar q esse foi o start fundamental para inciarmos múltiplos processos confusos e desnorteados + q no fundo fazem bem. A confusão, o tumulto e o Kaos (com K em homenagem ao Mautner) muitas vzs é saudável e necessária. Antes de chegarmos a essa conclusão ainda fomos sondados pelo saudoso Tom Capone, q demonstrou um grande interesse em nos contratar para a Warner. Combinamos de fazer uma experiência com ele. Como tínhamos um compromisso com a Rede Globo pra produzir duas músicas para a nossa participação no programa Criança Esperança, ele iria produzir na Toca do Bandido e a partir dai chegaríamos as "vias de fato". Quem fez essa ponte foi o Midani. O papo foi ótimo, as intenções foram maravilhosas + acabou não rolando por causa de um problema de agenda dele e nossa. A minha intuição, do Altair e do Anderson, nos dizia q era um sinal pra partirmos para uma produção independente. Antes de chegarmos a essa decisão final, duas pessoas bateram o martelo junto com a gente: Flora e Midani. O Simon Fuller tmb acabou nos influenciando de alguma forma. O tempo passou e os prazos começaram a extrapolar. Carinhosamente os nossos aliados da Globo: Luis Roberto Ferreira, Luis Erlanger, Aloisio Legey e Emilia Silveira, perguntavam pela gravação. As músicas eram uma releitura do "Haiti" e uma outra inédita composta especialmente para o programa, "A Parada é Outra". Haiti, já estava no nosso repertório desde 2003 quando tocamos com Caetano na Piazza del Popollo, em Roma. Nessa edição do Criança Esperança armamos com a direção de convidar o Gil pra fazer uma participação junto com a gente no Haiti. Idéia aprovada, convite aceito, esbarramos de novo na gravação. Como no Criança Esperança ninguém toca ao vivo, tínhamos q gravar de qualquer maneira. O tempo foi passando e procuramos o Legey e falamos claramente q não estávamos conseguindo gravar e q não tínhamos mais gravadora. Na mesma hora ele me deu uma contra-resposta: "Passa aqui na minha sala amanhã de tarde". Passou milhares de coisas na minha cabeça. Eu imaginei q ele iria dar um jeito. Só q ele foi muito além do q eu e toda a banda esperávamos. Pra minha surpresa, quando entrei na sala dele quem estava lá era o Liminha. Fiquei super feliz em dar de cara com o mito. Pensei q era para outra coisa. Q nada ! Ele tava lá para produzir as 2 faixas. Em 3 dias as 2 faixas estavam prontas. Pela primeira vez colocamos um teclado q não deixava nada a desejar à pressão da banda. Naturalmente convocamos o João Fera pra essa missão. Liminha tmb nos presenteou com a sua participação tocando guitarra no "Haiti". Tentamos marcar uns ensaios com o Gil, mas a agenda de ministro não nos permitiu. Melhor assim, a emoção aumentou e os riscos tmb.

Finalmente chegou o dia da banda mostrar uma nova atitude e a sua nova percepção musical. A versão reggae q fez sucesso com Caetano em Roma agora tinha tmb a produção do Liminha, a participação do Gil e os toques do Legey. Foi a segunda vez q tocamos com o Gil (a primeira foi no Expresso 2222, no carnaval de 2004, em Salvador). Apresentação foi um grande sucesso e resolvemos no final do show fazer uma homenagem para o movimento Black Panthers.

Foto: Gilberto Gil e AfroReggae no Criança

Esperança 2004. Música: Haiti

Foto: Ierê Ferreira.



Escrito por Junior às 09h09
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