Na Correria


Queen Mary University e Embaixada Brasileira em Londres...



José Junior em Westminster, Centro Histórico

de Londres.

 

 Paula D´Arienzo, Johayne, Tim, Damien,

 Junior e a galera da Anistia Internacional

Johayne na entrada da Queen Mary

University of London.

 

 

 Johayne com Caoimhe McAvinchey

Na quinta vivemos a pseudo-ilusão de q poderíamos acordar mais tarde, pois parecia ser um dia flexivel na agenda, mas acabou não acontecendo. O primeiro compromisso do dia foi um almoço no restaurante da Queen Mary University com o Embaixador do Brasil na Inglaterra, José Mauricio Bustani. Demoramos a engatar o nosso papo com o embaixador, já q tinham outras pessoas na mesa tmb querendo a sua atenção. Tudo aconteceu no momento certo. O embaixador é o Homem q bateu de frente com o governo Bush. De maneira completamente arbitrária, os EUA exigiram de forma violenta a destituição do Embaixador das suas funções de diretor geral na Organização de Controle das Armas Químicas da ONU. Ele foi um dos primeiros a denunciar q o Iraque não tinha armas químicas e, por isso, pagou caro. Ele sabe q fez a coisa certa e tem convicção de quem o traiu e etc. Não vou dar nomes, mas a conversa foi muito franca e aberta. No meio do papo descobri q o embaixador é pianista e vai fazer um concerto na Sala Cecilia Meirelles, em julho, com renda revertida para o Instituto Desiderata, a qual nós tmb somos parceiros e beneficiados. Temos um grande amigo em comum, o Guilherme Frering, criador e presidente do Instituto Desiderata. Fiz um convite pra q ele faça uma apresentação em Vigário Geral e ele topou. O conselheiro da embaixada, Laudemar, q tmb virou amigo na noite anterior, durante a minha palestra na Embaixada, foi um dos grandes incentivadores. Quem sabe não rola uma jam com o Afro Lata ou com o Afro Samba ? Tmb combinamos o envolvimento da Embaixada no ano q vem durante a nossa estada na Inglaterra. Ele não só topou, como se comprometeu na articulação, mobilização e colocou a sua estrutura e influência a nossa disposição.

 

Junior e o Embaixador José Mauricio Bustani.

 

Junior, Paul Heritage e o Embaixador José

Mauricio Bustani.

 

  Johayne e Laudemar

Depois do almoço, partimos para a Oxford Street. Vc encontra roupas, eletrônicos, alternativos e etc. À noite o nosso encontro era com o escritor, Patrick Neate. Ele é amigo do Luke Downey, do Luta Pela Paz/Viva Rio e em 2001 esteve no Rio pesquisando informações para o livro News From The Hip Hop Frontline. Ele esteve conosco em Vigário Geral no antigo Centro Cultural Afro Reggae Vigário Legal. Eu não me lembrava dessa publicação. O nosso trabalho é colocado no livro como um dos bons resultados entre áreas degradadas q utilizam a cultura. Patrick é super conectado e abriu uma rede de possibilidades de criar um link com os projetos sociais ingleses, gravadoras, artistas e imprensa. 

Na sexta e último dia em Londres, o primeiro compromisso do dia foi com Will da gravadora Big Dada. O foco dele é o trabalho dos artistas ingleses q trabalham com hip hop. Quem sugeriu esse encontro foi o Patrick e quem organizou foi o Damien. Ficamos de armar umas conexões Rio-Londres.

Ter compromissos e retornar no mesmo dia é meio complicado, pois tem o check-out, detalhes finais e um monte de coisas q sempre ficam pendentes. Partimos para o nosso último e + imponente compromisso do dia e da semana, a reunião com o Barbican Centre. Paul estava tranquilo durante o almoço e quando entramos dentro do teatro e encontramos Louise Jeffreys, a toda poderosa diretora, que é super gentil. Trocamos abraços e sorrisos, pois no dia 20/11 ela veio para o Brasil somente para assistir ao show da banda AfroReggae no Conexões Conjunto Liberdade. No dia seguinte, ela veio na minha casa e em seguida retornou para Londres. Tinhamos uma certa pré-pré intimidade. Estavam presentes os coordenadores técnicos, marketing, assessoria de impresa e todo casting q vão trabalhar conosco em 2006. Ela me perguntou sobre o espetáculo q iremos fazer pra eles. No combinado com o Barbican nós deveremos fazer um show/espetáculo exclusivo. Nós criamos a denominação interna de "terceiro espetáculo". O primeiro foi o Nova Cara, o segundo ainda não começamos e o terceiro será o deles. Nessa hora, o Paul me olhou com uma cara de aterrorizado. Se ele pudesse telefonaria para o Capitão Kirk e se teletransportaria dali, ou quem sabe, eu é q seria ejetado. Falei q só começariamos trabalhar em cima do "terceiro" depois q voltássemos da Europa, em setembro desse ano. Na verdade, não iremos criar uma coisa 100% diferente dos outros 2 espetáculos. Teremos q aproveitar uma parte deles e fazer uma coisas diferentes. Nessa data q estaremos no Barbican, eles tmb estarão promovendo uma exposição sobre o Tropicalismo. Depois do teatro, subimos para sala da Louise e fizemos alguns ajustes finais. Ela estava usando a camisa q o Beto Neves criou pra grife Afro Reggae/Complexo B. Depois, nos reunimos com o núcleo de educação do Barbican para acertamos um grande debate q será promovido 3 dias antes do show e umas oficinas de música, dança, teatro e grafite em duas escolas. Eles gostariam q montássemos uma pequena apresentação do resultado das oficinas como abertura do debate. 



Escrito por Junior às 18h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




Contatos com a terra de Bono Vox..



Sir Heritage marcou nessa quarta-feira a agenda voltada para produções na Irlanda do Sul e do Norte. Na parte da manhã estivemos com o Gerry, produtor do Festival de Música de Dublin. Além do show da banda iremos armar uma jam com uma banda marcial local. Ele disse q eles têm um tipo de gaita de fole diferente da escocesa e q o som é mais encorpado. Já fiquei ansioso pra ver essa fusão. 

Reunião com Gerry, do Festival de Música de

Dublin, na Queen Mary University. 

Depois da reunião, eu, Johayne e Paula D' Arienzo fomos num shopping em Stratford. Paula já morou nesse bairro e disse q o lugar é super barra pesada. Ao sairmos da estação de metrô encontramos com dois policiais no caminho do shopping e resolvemos puxar conversa. O papo era sobre a realidade do trabalho deles e dos seus colegas cariocas. Eles ficaram impressionados quando falamos no tipo de armamento usado pela polícia no Rio e com a quantidade de baixas sofridas. Os policiais ingleses trabalham sem armas, apenas com rádio, cacetete e spray paralizante.

Junior e Johayne com os policiais em Stratford.

Entramos no shopping e vimos uma mistura de lojas, feira e brechó. Nunca vi um shopping com tudo tão misturado. Quando passamos na porta de uma joalheria ouvimos uma gritaria e quatro pessoas se atracando. Eram dois jovens com um casal q aparentemente pareciam ser os donos da joalheria. Os garotos estavam com uma corrente de ouro bastante grossa na mão e o casal estava em cima de um deles. Um dos garotos ficou assistindo. Não rolou soco na cara e nem chute. Era uma espécie de "puxa de um lado pro outro". Foi o assalto mais estranho e esquisito q eu já assisti. O garoto q estava "no agarra - agarra" jogou pro outro uma pulseira e depois q o casal não tinha + força física, ele conseguiu se soltar e tmb saiu correndo. Não apareceu um único segurança e ninguém no shopping ajudou. Muitos mitos britânicos pra mim foram quebrados nessa viagem, como a famosa pontualidade, sujeira nas ruas e no metrô (vi até rato nas estações). Os hospitais aqui são maravilhosos (segundo a galera daqui), só q existem consultas q só podem ser agendadas pra 30, 90 dias. Parte do trabalho social daqui é extremamente assistencialista e boa parte dos beneficiados acabam na total dependência desses serviços.

Voltamos pra Queen Mary para um encontro com a outra "Irlanda", a do Norte. Caoimhe McAvinchey, do Peoples Palace UK e professora do Queen Mary University, organizou um encontro com Stella Hall (diretora geral) e Paula (coordenadora de educação) do Festival de Belfast. Em todos os nossos encontros apareceu um grande inimigo: os dvds q levamos. Nenhum deles abria com os shows da banda. Utilizamos outros recursos e fechamos mais um festival pra tocarmos na Grã-Bretanha no ano q vem. Vcs vão perceber q em todos os shows nos pedem pra realizar paralelamente ações sociais. No caso de Belfast, elas querem q façamos paralelamente um trabalho semelhante ao JUVENTUDE E POLÍCIA. Em outubro desse ano deveremos participar de um seminário na Universidade de Belfast. O CESEC (Centro de Estudos de Segurança Pública e Cidadania da Faculdade Cândido Mendes) e um representante da Polícia de Minas Gerais e/ou da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais tmb deverão estar presentes.

Caoimhe, José Junior, Stella, Johayne e Paula

O dia foi cheio de correrias e partimos para o penúltimo compromisso do dia. Uma palestra na Embaixada Brasileira, para os patrícios. Reencontrei a Rita Monteiro, ex-apresentora do MTV Reggae, a Pilar Castro, o Dany, da Dragoons Scholl, e conheci um monte de brasileiros. Correu tudo bem e fiquei muito entusiasmado pelo convite. Depois eu, Johayne, Paula e Paul fomos jantar com o Danny e organizar o show da banda + workshops em Oxford. O dia foi longo, mas altamente produtivo.

 

 

 Fotos da Embaixada do Brasil em Londres. 



Escrito por Junior às 23h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




Londres é história!



José Junior em frente a estátua de Winston

Churchill, em Londres. Foto: Arquivo Pessoal

 

 

Na terça tivemos a manhã livre e fomos conhecer o Westminster - Centro Histórico de Londres. Fizemos umas fotos perto do Big Ben e depois fomos visitar o Museu Imperial da Guerra e a ala do Winston Churchill. Eu li recentemente o livro de memórias dele (do Churchill) sobre a Segunda Guerra Mundial. Fiquei impressionado! Já estava antes deler o livro. Depois saimos correndo pra almoçar com o Tim e com o Damien, da Anistia Internacional e em seguida, saímos para uma reunião com parte da equipe q cuida da América Latina, Brasil, Jovens, Educação e Música. Nesse encontro eles estavam comemorando a cessão da música Imagine, de John Lennon para as campanhas sociais da Anistia durante os próximos 3 anos. Dessa vez, a Yoko foi bacana! Falou-se na promoção de grandes shows ligados à questão dos direitos humanos e, naturalmente, tentei colocar o Brasil nessa rota. No ano q vem eles serão um dos nossos parceiros em Londres na parte das oficinas q estaremos desenvolvendo no Barbican

 

À noite nosso encontro era com um grupo de estudantes, professores, mediadores de conflitos e lideranças comunitárias na Queen Mary University of London, onde Paul é professor de teatro.



Escrito por Junior às 12h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




De Londres para Manchester...



Foto 1: José Junior ao lado do Trem-Bala em Londres. Arquivo Pessoal.

Foto 2: Junior, Paul e Johayne junto com a galera do Contact Theatre. Arquivo Pessoal.

 

 

                                            

Foto 3: Sala de Ensaios do Contact Theatre. Foto: José Junior.

Foto 4: Sala Principal (de apresentações) do Contact Theatre. Foto: José Junior.

Foto 5: Fachada do Contact Theatre, em Manchester (Inglaterra). Foto: José Junior.



Escrito por Junior às 12h06
[   ] [ envie esta mensagem ]




Contatos de 1º Grau com a Anistia Internacional



 

Painel na Sede da Anistia Internacional, em Londres.
Foto: José Junior

 

 

          Paul Heritage, José Junior e Paula D'Arienzo,

                na sede da Anistia Internacional,

                   em Londres. Foto: Arquivo Pessoal.

 

Na segunda começamos o dia cedo numa reunião sobre o controle de armas promovida pela Anistia Internacional. A nossa participação foi dentro de 2 falas rápidas (uma minha e outra do Paul). A idéia do Paul e do Damien Platt, da Anistia, era aproveitar a estada da banda na Inglaterra, no ano q vem, e nos envolver nessa campanha. Depois saímos correndo pra Euston Station, pegamos um trem pra Manchester. A minha surpresa ao chegar na plataforma foi ver q os trens q eles chamam de "trem bala" tinham a marca da Virgin (q tmb tem uma gravadora, linhas aéreas, mega stores e etc). A viagem de Londres pra Manchester de avião é de 40 minutos. De carro leva quase 5 horas. De trem foi de 2 horas e meia. Aproveitei para continuar leitura do Guia de Produção Cultural 2004 e pra definir algumas estratégias com o Johayne.

 

Chegamos em Manchester - uma cidade muita mais fria do q Londres, e logo me lembrei da passagem da banda por esta cidade em 1998, dentro de um programa de intercâmbio idealizada pelo Ministro de Relações Exteriores da região, Tony Lloyd. Em 1997, o Ministro esteve no antigo Centro Cultural Afro Reggae Vigário Legal e fez o convite para nos apresentarmos na sua cidade.

 

O nosso encontro foi com a equipe do Contact Theatre. Paul foi professor de um dos coordenadores do teatro e as coisas fluiram da melhor maneira possível. Fomos negociar um show e a coisa acabou ficando gigantesca. O diretor do teatro, John Maggrath, já conhecia a banda e o trabalho do GCAR no Brasil. Ele deu inúmeras idéias e fechamos um evento de uma semana em todas as instalações do teatro (q + parece um centro cultural). Além dos shows da banda faríamos oficinas, palestras, jam sessions com artistas locais, exposição fotográfica e exibição de filmes. Ele deu liberdade total de criarmos o q quiséssemos. Os resultados dessa reunião foram muito além do esperado. A reunião foi longa, + altamente produtiva. Depois fomos jantar no Chinatown de Manchester - primeira colônia chinesa da Inglaterra. 

Escrito por Junior às 11h26
[   ] [ envie esta mensagem ]




London, London...



Foto: Junior e Johayne na feira de Camden Town.

Foto: Arquivo pessoal

Demorei, mas voltei. Tem mil coisas rolando por aqui. Mudamos de hotel e ficamos sem internet, mas agora tá tudo resolvido. Chegamos no sábado passado em Londres no maior frio. Aproveitamos o dia livre para nos reunirmos com o Paul e a Paula para discutirmos o q seria essa agenda em Londres e Manchester. O objetivo principal era articular uma tour pela Inglaterra e pela Irlanda. Paul já é nosso velho conhecido. De cara já nos agradou levando-nos para um restaurante indiano. A comida era maravilhosa. Depois, fomos dar uma volta pela centro comercial com a Paula (grande amiga e ótima tradutora).

No domingo fomos na feira de Camden Town, um lugar super alternativo e multicultural. Um frio gigantesco, mas valeu a pena. Vc via de lojas góticas até lojas de produtos indianos. Fantástico, o lugar tinha de tudo. Bati o olho em uns painéis de Shiva e Ganesha q foram amor à primeira vista. Uma coisa tenho q falar, tudo ai no Brasil é mais organizado do que aqui. Do tratamento das pessoas até o profissionalismo da rede hoteleira. Há muita ilusão de q as coisas por aqui são o máximo. Até agora não esbarrei com elas. Vamos ver se até sexta, quem sabe eu não encontre... À noite fomos no Barbican Centre conhecer a estrutura externa. Realmente trata-se de um mega centro cultural. Tudo muito rápido.  



Escrito por Junior às 14h55
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  26/11/2006 a 02/12/2006
  01/10/2006 a 07/10/2006
  24/09/2006 a 30/09/2006
  17/09/2006 a 23/09/2006
  10/09/2006 a 16/09/2006
  03/09/2006 a 09/09/2006
  27/08/2006 a 02/09/2006
  21/05/2006 a 27/05/2006
  14/05/2006 a 20/05/2006
  12/03/2006 a 18/03/2006
  05/03/2006 a 11/03/2006
  08/01/2006 a 14/01/2006
  18/12/2005 a 24/12/2005
  20/11/2005 a 26/11/2005
  04/09/2005 a 10/09/2005
  28/08/2005 a 03/09/2005
  21/08/2005 a 27/08/2005
  07/08/2005 a 13/08/2005
  03/07/2005 a 09/07/2005
  26/06/2005 a 02/07/2005
  22/05/2005 a 28/05/2005
  15/05/2005 a 21/05/2005
  08/05/2005 a 14/05/2005
  01/05/2005 a 07/05/2005
  03/04/2005 a 09/04/2005
  27/03/2005 a 02/04/2005
  20/03/2005 a 26/03/2005
  13/03/2005 a 19/03/2005
  06/03/2005 a 12/03/2005
  27/02/2005 a 05/03/2005
  20/02/2005 a 26/02/2005
  13/02/2005 a 19/02/2005
  06/02/2005 a 12/02/2005
  30/01/2005 a 05/02/2005
  09/01/2005 a 15/01/2005


Outros sites
  Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR)
Votação
  Dê uma nota para meu blog