Hoje, quando eu bati de cara com “O Globo”, a primeira coisa q eu fiz foi procurar a entrevista da Marina Magessi. Ela tinha me falado da entrevista na noite anterior e acabei ficando na maior curiosidade. A entrevista era sobre a não adesão das facções do Rio às rebeliões e ataques ocorridos em SP. Como carioca senti um grande alivio, ms o q me deu uma onda de alegria foi ver uma policial- que hoje tenho como grande amiga- ter total conhecimento e segurança no tema tratado. Não era uma daquelas entrevistas cheias de factóides q lemos quase diariamente. Tenho o prazer de compartilhar muitas idéias e desejos. Nossas conversas sempre esbarram no ser humano que há por trás de uma farda ou daquele a quem impõem um fuzil na favela e/ou daquele q se blinda e tem medo até de um espirro. A fala dela é recheada de respeito pelo ser humano, independente de q lado ele esteja ou mora.
Uma vez em Florianópolis estávamos dando uma entrevista juntos e eu falei q ela era um novo tipo de policial. Ela me interrompeu dizendo q eu estava errado e q muito do q ela era tinha a ver com a formação na própria academia de policia e tmb da equipe q ela trabalhava. Logo em seguida, ela citou vários nomes de policiais q compartilham da mesma cartilha. Fiquei na dúvida se ela tem realmente um estilo inovador ou se todos os policiais têm uma "boa" formação social e humanista, mas poucos aproveitam... continuo na dúvida! O problema é q muitos de nós só enxergam o problema da violência pelo lado do crime quando (tmb) sabemos (e não admitimos) q a origem é + profunda. Datas comemorativas, como a de domingo, estimulam muitas vezes o aumento nos assaltos. Já vi muita gente frustrada (para alguns, safada) querendo presentear as suas mães nessa data, sem ter como. As campanhas publicitárias têm um efeito muitas vezes devastador para os pobres. Eles acreditam naqueles anúncios e acabam sonhando e se sentindo parte daquele universo. Longe de mim querer culpar as agências + temos q pensar nos efeitos causados.
Bem, deixa eu voltar a falar da "Cheffona". Bastam 7 minutos de conversa com ela pra ver desmoronar todos os mitos q o seu cargo exerce no imaginário. A nossa chefe da Divisão de Repressão a Entorpecentes fala muitas vezes como se fosse da favela, da bocas e bocadas do contexto do subúrbio. Ela é uma agente dupla, tripla ou múltipla. Tem hora q lembra uma ativista social, militante de causas vistas como perdidas, sei lá, é tanta coisa q rola. De vez em quando a gente lembra q ela tmb é policial. Acho q essa minha impressão é devido aos nossos papos, sempre tão recheados dos bons e velhos clichês (necessários e fundamentais) de acreditar num mundo melhor. Sonhamos mesmo todos os dias com isso. Eu acabei de comprar um titulo de sócio-proprietário no fã-clube dela, não vendo, não troco e não negocio + digo onde vcs podem conseguir.

Júnior, Willian Wack, Marina Magessi e Walter Maierovith, na gravação do programa “Painel”, da Globonews.