Na Correria


                                                     

TURNÊ EM SALVADOR

 

              

Dada, Altair e Wallace, trio percussivo da banda AfroReggae  - Por Suzy Yoshimura

 

Acho que até agora essa foi a viagem que mais criou expectativas. Talvez porque tivemos umas “férias” da turnê entre Recife e Salvador. Só sei que fizemos contagem regressiva para essa viagem, todos animadíssimos, empolgados. Foi também a primeira vez que viajamos todos juntos. Normalmente a galera das oficinas vai uns dois dias na frente e a Banda chega para os shows. Chegamos de madrugada em Salvador, as ruas vazias e o trânsito livre. Alguns dos integrantes da Banda nos foram narrando histórias de carnavais passados que eles tocaram em Salvador. É difícil de acreditar que aquelas avenidas tão largas fiquem abarrotas durante um percurso tão longo. Eles iam descrevendo onde ficam os camarotes, aonde as pessoas caiam de uma mureta porque tinha gente demais, como os policiais andam em “trenzinhos”  pela multidão.... realmente deve ser uma loucura. Fora o cansaço de tocar tantas horas consecutivas no calor de Fevereiro. Mesmo assim deve ser uma experiência maravilhosa.

 

Acordamos cedo e cansados no dia seguinte. Nossa missão junto aos oficineiros do MEC aconteceria no ICEIA (Instituto Central de Educação Isaias Alves) no Bairro do Barbalho. Lá fomos recebidos por Ângela, coordenadora do projeto escola aberta da Bahia. Também realizamos um pocket show da Banda AfroReggae para os alunos da escola. Fazia um calor abafado, a galera suou muito. Para matar o calor a Noélia, coordenadora da fanfarra da escola, nos servia suco de cajá geladíssimo a cada momento. Na hora da última música da apresentação, Vamos Fugir, Noélia agarrou o microfone e soltou a voz com os meninos da Banda. Foi o maior sucesso, ela tem um vozeirão!



Escrito por Junior às 17h01
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No mesmo dia, na parte da tarde levamos nossas oficinas para a escola Olodum, no pelourinho. Ao saltar da van, demos de cara com a Fundação Casa de Jorge Amado e imediatamente lembrei da música Haiti, parte do repertório da Banda AfroReggae. Já gostava da música. Agora ela era perfeita. Subindo para a escola Olodum passamos por várias lojas de artesanato e trançadeiras de cabelo, mostrando fotos dos penteado Afros mais variados. Chegamos lá e fomos recebidos por um grupo de pré-adolescentes lindamente uniformizados de vermelho. Todos negros. Todos com o cabelo trançado de alguma maneira. Eram lindos meninos e meninas. Para não atrapalhar a aula de teatro de Carlinha que aconteceu dentro da escola Olodum, Altair e Dinho levaram a galera para a rua. Claro que chamaram muita atenção. Os turistas paravam para tirar fotos, os lojistas vinham para a rua ver o que estava acontecendo por ali. A galera do basquete e do Graffiti continuaram no ICEIA na parte da tarde, com os alunos da escola e do Olodum que foram para lá, já que no pelourinho não podemos grafitar os muros tombados e também não tem quadra de basquete por ali.

 

            

Promotores da Natura durante oficina e pocket show da banda AfroReggae em Salvador - Por Suzy Yoshimura

 

Nesse primeiro dia também tivemos nossa oficina de percussão com as meninas tão queridas da Natura. Sempre um prazer estar junto com elas. Paula e Priscila já são família, depois de tantas cidades trabalhando junto com a gente. E as PVs da Natura são sempre animadíssimas- estávamos na correria desde as 9 da manhã, já eram 8 da noite e de repente nos sentimos fresquinhos com a energia delas. Lá conhecemos o Marcelo, gerente de área de Salvador. Virou um parceiro e tanto. Ficou conversando com a gente um tempão depois das oficinas, foi ao show, foi no hotel ver a gente e depois encontraríamos ele em Comandatuba na conferencia anual de vendas da Natura.



Escrito por Junior às 16h57
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                                  Oficina para promotoras da Natura - Por Suzy Yoshimura

 

Logo no segundo dia em Salvador aconteceria o show da Banda AfroReggae, no largo Pedro Arcanjo, seguido por show do Olodum. A correria nesse dia foi grande. As oficinas aconteceram normalmente de manhã e à tarde. Resolvemos cancelar a passagem de som para dar tempo de todos se arrumarem e se prepararem para o show. Logo no início da tarde fui à casa do Olodum buscar alguns convites para distribuir aos amigos do ICEIA. Peguei os últimos, o show já estava esgotado! A expectativa realmente era muito grande para esse show e agora então muito maior!

 

O largo Pedro Arcanjo já estava lotado quando chegamos no Pelourinho. A mistura de gente ali era muito grande. Negros, brancos e muitos gringos. Não dá para descrever a energia que rolou nesse show. Acho que só quem estava lá pode entender. Não foi o maior público que tivemos até agora, mas foi, sem dúvida nenhuma a galera que pulou e cantou mais do que em qualquer lugar. Acho que a energia do Pelourinho contagiou, invadiu e dominou aquele show. O show do Olodum também seguiu na mesma energia. Nos misturamos no meio daquele público e dançamos até as 2 da manhã. A sensação de realização, de satisfação era muito grande depois do show. Fizemos a nossa roda depois do show, agradecemos por tudo aquilo que estávamos vivendo porque momentos como aquele são únicos.

 

No dia seguinte quando acordamos a Banda já tinha retornado ao Rio e os Guerreiros das oficinas continuaram em seu último dia na cidade de todos os santos. No caminho para o ICEIA passávamos por um lago com as esculturas de Orixás. Alguns dos bairros tem nome de Orixás. A Natura divide suas regiões de venda em Salvador com os nomes dos Orixás. Eu tentava aproveitar ao máximo a parte da tarde quando estávamos no Pelourinho para ver, viver aquele lugar. A galera da percussão podia ser escutada em vários cantos do Pelourinho, no último dia uma grande multidão se juntou na Rua das Laranjeiras para ver a aula do AfroReggae para a criançada do Olodum. Fato que é muito emocionante para nós.  O AfroReggae nasceu inspirado no modelo percussivo do Olodum e ver os nossos meninos passando os ritmos do AfroReggae para o Olodum foi uma coisa muito bacana. Mais uma vez recebemos várias lembranças dos alunos. Altair e Dinho voltaram para o hotel com várias baquetas confeccionadas especialmente para eles. Ganhamos um colar com um pingente que é o tambor do Olodum. Mas com certeza o maior presente foi a oportunidade de trabalhar naquele lugar, tão importante para a história e cultura do nosso país, e deixar a sementinha do AfroReggae plantada entre as pedras daquelas ruas que já viram tanta gente e tanta história passar.



Escrito por Junior às 16h54
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